Buenos Aires, 12 de maio de 2011.
Madrugada de quarta-feira. Chegando ao sétimo
dia na capital Argentina. Tempo curto, mas desde quando mede-se a saudade e o
sentimento entrelaçado de uma vida? Não, não se mede, não pesa, não se define.
Enfim, hoje foi um dia de chorar, de sentir falta dos meus, de ler um ponto e o
coração apertar. Enfim, sem fortaleças, encontro-me no “meio do mundo” sem estar sozinha. Impossível estar.
Mais um dia, mas uma manhã linda, mais de vários dias que virão.
O plano é conhecer Buenos Aires
calmamente. Imagino que quando
comecei a andar, a falar, talvez o medo e a excitação fossem presentes. Revivo
essa sensação desconhecida agora. Ontem fui desbravar o bairro Recoleta.
Desbravar é muita pretensão, já que não foram passos tão longínquos. De
qualquer forma já deu para vislumbrar o que é. E é lindo. Praças enormes, muito
verde, muitas construções maravilhosas. Não me acanho em adjetivar tanto nesse
momento. Quando você dá de cara com o prédio da faculdade de Direito e Ciências
Sociais faz os olhos encherem de brilho. Quase Grécia (que incrível eu comparar
com lugares que nunca fui, pero a televisão, filmes, livros, fotos, estão aí
para isso mesmo, né?!). Ao lado do
prédio está o Parque das Nações Unidas. Uma flor de metal imensa – imensa
mesmo, está ao meio. Uma flor que se movimenta. Abre às 8h da manhã e fecha as
“pétalas” ao anoitecer. Cada passo é uma história. Uma memória. A lembrança dos
anos de ditadura militar Argentina estão em todo lugar. Mais a frente, o Museu
Nacional de Bellas Artes. Lá a gente fica arrepiado mesmo.
Fiquei pensando se
estaria sendo blasé ao ficar falando sobre uma ida ao museu. Mas não me achem
assim. É de se perder esse passeio. De entregar mesmo. Fui e quero ir de novo e
sempre. No Cemitério que leva o
mesmo nome do bairro é outra parada interessante. Minha amiga relutou em ir,
dizia ser um passeio lugrube. Eu não achava isso e continuo não achando. Nada
de ficar pensando em fantasmas. Morte é parte da vida. Mas esse passeio é ir
além desses conceitos. É bonito. Ao passar pelos jazigos, vi o quanto de filho
da puta está lá. Mas esse assunto são outros quinhentos. Vale a observação:
quantas boates e “nihgts clubs” tem em frente ao cemitério. Fica a dica de
quem quiser fazer uma análise sobre o caso, caso não, tudo bem, só uma observação mesmo. Rs.
Bem, deixei minha coleguinha de
caminhas portenhas lá na Recoleta e corri para o meu primeiro dia de aula. Do
outro lado da cidade, mais exatamente no bairro de Caballito (como os argentinos
dizem: Cabaxito. Ah tá!). Metrô lindo que funciona, me levou da estação
Pueyerredon à Puan. – Combinación como dizem por aqui. Cheguei cedo para a aula – quase com a sensação de estar com a merendeira…hahaha.
Aí foram chegando meus futuros colegas. Pessoal bem espalhado. Uma chilena, um Argentino do interior do país, uma uruguaia, um mexicano, um tanto de colombiano e mais três brasileiros comigo. Mas até esse momento não sabia dos brasileiros. Estou lá no blabla no mais horrendo castellano, mas o povo entendendo. A sala que tem a aula ainda estava ocupada por outra turma. Aí o pessoal foi saindo e todo mundo da minha turma ressabiado de subir, se entre olhando, aí a pessoa aqui sobe a escada e chama todos “Vamos”. Hahaha….Aí um pergunta tímido: “Você é a professora da material?”. Aí ok, ganhei minha noite. O nervosismo faz você rir e fazer coisas desse tipo. Não sou nada expansiva, o que acontece é que o medo e o nervosismo me dão um tapa na bunda, como se quisesse dizer: Vai Maria!. Outros medos virão e as respostas são um enigma para mim. Mas enfim, aula começou, teve o momento de apresentação, fiz mais uma gracinha típica e tudo passou. Graças a Deus. No intervalo mais umas conversas. Chegamos todos sozinhos e fomos embora em 10 para o metrô. Por incrível, eu era a que menos falava (que previsível, imagino quantos estão rindo agora disso).
Corri pra “casa”. Lar-doce-lar, meus amigos que trabalham no albergue me receberão, me dão boa noite, me chamam pelo nome. Nada como se sentir acolhida.
Aí foram chegando meus futuros colegas. Pessoal bem espalhado. Uma chilena, um Argentino do interior do país, uma uruguaia, um mexicano, um tanto de colombiano e mais três brasileiros comigo. Mas até esse momento não sabia dos brasileiros. Estou lá no blabla no mais horrendo castellano, mas o povo entendendo. A sala que tem a aula ainda estava ocupada por outra turma. Aí o pessoal foi saindo e todo mundo da minha turma ressabiado de subir, se entre olhando, aí a pessoa aqui sobe a escada e chama todos “Vamos”. Hahaha….Aí um pergunta tímido: “Você é a professora da material?”. Aí ok, ganhei minha noite. O nervosismo faz você rir e fazer coisas desse tipo. Não sou nada expansiva, o que acontece é que o medo e o nervosismo me dão um tapa na bunda, como se quisesse dizer: Vai Maria!. Outros medos virão e as respostas são um enigma para mim. Mas enfim, aula começou, teve o momento de apresentação, fiz mais uma gracinha típica e tudo passou. Graças a Deus. No intervalo mais umas conversas. Chegamos todos sozinhos e fomos embora em 10 para o metrô. Por incrível, eu era a que menos falava (que previsível, imagino quantos estão rindo agora disso).
Corri pra “casa”. Lar-doce-lar, meus amigos que trabalham no albergue me receberão, me dão boa noite, me chamam pelo nome. Nada como se sentir acolhida.
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