Buenos Aires,
11 de Setembro de 2011.
Hoje a lua
nasceu Hermosa. Digna de contemplação. Assim deveria ser sempre, aliás.A lua nasceu
assim e acordei pensando: como e quanto se dão os encontros? Ou melhor, que
vibração é essa que nos seguir um caminho, e nele cruzar com outras histórias?
Talvez se eu
estudar física quântica ou assistir mais uma vez filmes como “Quem somo nós” e
“O Segredo”, alguma ideia mais certeira eu tenha. Por agora eu tenho suposições
ou isso que chamamos de deslumbramento, que segundo o dicionário é “deixar-se fascinar ou seduzir”.
Esse tema sempre vem à tona na minha cabeça. Percebe-se pela
quantidade de vezes que já me intriguei em outros rascunhos.
Atualmente moro em Buenos Aires. Há cerca de um ano, meus planos
eram seguir de férias para visitar alguns amigos e conhecer lugares como
Barcelona, Paris, Milão e Tunis. Enquanto muitos me falavam para poupar
dinheiro e ir por perto do Brasil mesmo, como conhecer a Argentina, eu relutava
e dizia que iria sim, mas em outro momento, pois a esse país, queria uma visita
mais amiúde. Isso porque tal lugar sempre me causou muito encanto e daí meus
estudos e interesses quase sempre ele estava envolvido. Eis que um dia recebi
um e-mail de uma das pessoas mais queridas dessa vida: Gabriel. Nele, me dizia
sobre um mestrado que estava com inscrições abertas na Universidade de Buenos
Aires. O curso: Teatro e Cinema Latinoamericano. Tentador, mas confesso que
naquele momento não dei bola. Por razões que não cabem aqui, resolvi espiar o
tal e-mail novamente, isso, uns dois meses depois. Me inscrevi. Fui atrás de
toda documentação, rescrevi o projeto e o mandei. Assim, sorrateiramente –
aprendi forçadamente que compartilhar uma expectativa, é triplicar a ansiedade
e no fracasso, a tristeza vem gigantesca. Três meses depois o resultado saiu e
cá estou.
Apreensão, alegria, medo, expectativa, entre outros sentimentos
estiveram presentes desde novembro do ano passado e me acompanham ainda hoje,
confesso. Parti para realizar um projeto que acredito, quando tudo estava muito
bem, obrigada. Para
mim, não abandonei nada, apenas mudei de lugar e partilho das mesmas alegrias
do meu porto, em outro lugar. Percebi que isso não poderia ter acontecido em um
momento diferente.
Daqui, partilham-se histórias semelhantes. Sentimentos que por
um milésimo de tempo, pensei que só eu sentia. Nas conversas a fim de descobrir
o outro e o novo, se cruzam. Os caminhos por uma graça se encontraram. Como não
iria conhecer-los? Como eu não conheceria o Gabriel e com ele dividisse parte
da minha vida e por ele, não saberia e viveria isso? Há coisas que não se
desatam, há outras que se afrouxam e há muitas que só ata mais ainda os nós.
Ainda bem.
Maria Elisa M.R. (Em uma noite de lua cheia, à espera da
Primavera, com um vento suave e meio frio, que provavelmente muitos de outros
cantos sentem agora)
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