Buenos Aires, 07 de Outubro
de 2011.
Ei!
Uma chuva hoje. Dessas que
te enche de preguiça e muda por um instante seu olhar pela janela. Vesti meu
aparato para o clima: galochas, casaco impermeável, guarda-chuva e anti-frizz
para o cabelo. O vento quase carregou meu guarda-chuva azul. Ficou virado para
cima. Suei para segura-lo em minhas mãos. Misericórdia! Imagina que tenha
dormido a tarde, né?! Pois não. Hoje não cumpri com a siesta. Aliás, tenho a
evitado. Comecei a arrumar a casa, escrever, lavar vasilha, enfim, fiz tudo
para que o delicioso repouso da tarde não vencesse. Hahaha
Essa semana comemorei cinco
meses de vida em Buenos Aires. Para mim, parece muito mais. Algumas vezes tenho
a sensação de sempre ter estado aqui. Não fosse pelo fato da
sensação/sentimento que tenho todos os dias, de curiosidade, de olhar pela vigésima vez uma paisagem e ainda sim ela me parecer muito nova, não diria que
são mais de 300 dias aqui. Ah, o sono e o despertar também são confortáveis.
Mas todos os dias, TODOS, quando saio a rua (ou escuto meus vizinhos brigando
já de manhã), penso: “é mesmo, estou na Argentina!”.
Minha semana de comemoração
foi rotineira e interessante – sim, as duas palavras podem viver em completa
harmonia! Fiz almoço em casa para receber Pablo. Ai que delicia. Abri aquela
garrafa de cachaça que trouxe daí. Ah, pero muy rica!!! Fiz feijão rajado,
arroz branco que há muito não o fazia, salada de quinoa, farofa e aquele assado
de abobrinha. Não tinha mais o queijo Minas que ganhei da Aline quando veio. Se
não tinha deixado para a sobremesa com doce-de-leite. Essa parte, inclusive, é
uma briga entre u e Pablito. Eu insisto que o doce-de-leite de Minas (de
Viçosa) é mais gostoso. Não que o daqui não seja. São diferentes. Mas ele não
acredita que nem bom seja. Yes, nós temos leite! Enfim. Mas representei a
mineiridade muito bem. Sabe daqueles nossos almoços em casa, em que a gente só
sai da mesa às nove da noite?! Foi assim. Cachaça, aperitivo, almoço,
Sobremesa, café, conversa, risos, música, café, biscoitinho…e aí meus oim
encheram d’água: não tinha broa de fubá!
Há muito queria ver uns
filmes que finalmente chegaram ao cinema aqui. Acho que sou a estudante de
cinema que menos vai ao cinema. Tirei a barriga da miséria e lá fui eu. Vi “Arvore da Vida”, belezura poética.
“El Estudiante”, filme argentino novo, bem bom também, claro que com outro viés. Está muito bom para conhecer onde estudo, já que foi filmado na UBA.
Lembra quando te disse que onde eu estudava parecia um D.A da UFMG 30x mais
cheios de cartazes. Diretório Político em todo o prédio e política feita ali
mais que aulas assistidas. Ah, Buenos Aires!!! Bom, e por ultimo (?), assisti a
“Pina”. Certo que estou sem fôlego até agora. Quando chegar aí não deixe de
ver, pelo amor de Deus! #eudramaqueem. Wim Wenders é um ser para ser amado.
Meu Deus!!!
Deixo um beijo.
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