Buenos
Aires, 7 de junho de 2011.
Há
geralmente um hiato entre uma carta e outra, contado da vida do lado de cá. Mas
agora me dou o direito de abrir uma breve exceção.
Pois
bem, estava eu voltando da aula de espanhol, a pé (a escola fica há algumas
quadras de onde eu vivo). E como o dia de hoje é corrido, fui ao restaurante
buscar comida, comer em casa para sair de novo para o mestrado e por lá ficar
até às 22h30.
Em uma das ruelas que passo todos os dias, avisto uma muvuca de gente e uma ambulância. Penso logo que algo terrível acontecera. Me aproximo e vejo muitas mulheres, uma equipe de tv, homens vendendo chaveiros e quase todos com seus celulares e máquinas fotográficas apontando para cima. Logo "despensei" o horrível e me ponho a perguntar a um cidadão: "que passa?". E eu escuto somente isso: Rick Martin. Na hora tive um ataque de riso por dentro. Olhei para cima, mas não o vi. E continua a minha caminhada até o restaurante. Afinal, o dia é de pressa. Mas confesso que quis ficar mais um pouco para tentar ver o dito. Nunca estivemos tão perto. Rick Martin na esquina da minha casa. Não é sempre que isso acontece, né? Mas segui.
Saindo do restaurante com minha singela marmita e meu pezinho manco com a bota ortopédica, um carro em alta velocidade passa por e quase me leva e foi nessa hora que vi Rick. Quase me atropelando. E em seguida desse momento mágico, vejo mulheres loucas vindo correndo atrás, pessoas entrando dentro de taxis para seguir o porto-riquenho cantante lindo!
Rick Martin veio se casar aqui em Buenos Aires.
Sem mais, fico por aqui.
Maria
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